Não é novidade para ninguém que a indústria tem passado por uma revolução, com o enorme avanço da tecnologia e da automação nos processos; a famosa Indústria 4.0.
Essa engloba e promete o aumento da produtividade, eficiência e lucratividade das empresas por meio de tecnologias digitais para o gerenciamento de dados. É vista por vários pesquisadores, como a 4ª Revolução Industrial, e , por outros, como uma evolução natural da integração de sistemas. Na verdade, o processo iniciado na 1ª Revolução não parou e essa é a continuação do aperfeiçoamento das máquinas.
A Indústria 4.0 deixa claro que há um equívoco quando se pensa que a tecnologia já evoluiu ao seu nível máximo. O conceito mostra o uso do que existe de mais moderno para produzir bens de consumo: big data, internet das coisas, inteligência artificial e drones, entre tantos outros.
Os drones são conhecidos como VANTs (veículos aéreos não tripulados) e, no início da década de 60 serviam para reconhecimento de terrenos, proporcionando uma visão aérea. Porém, na década de 80, foram mais cogitados, pelos seus usos militares uma vez que efetuavam ações sem colocar em risco uma vida, e, na pior das hipóteses, o que aconteceria, seria o abatimento do objeto no ar. Além disso, são controlados remotamente e, na maioria das vezes, equipados com câmeras de alta qualidade.
O israelita Abe Karem, engenheiro espacial, foi quem inventou o drone americano mais temido e bem-sucedido. Nas palavras dele:  “Eu só queria que os veículos aéreos não tripulados operassem com os mesmos padrões de segurança, confiabilidade e desempenho que aviões tripulados”.
São considerados uma evolução dos aeromodelos. Atualmente, a evolução permite que um piloto controle seu drone diretamente de um tablet ou celular. Com toda essa tecnologia, o drone, consegue filmagens sem nenhum risco, a qualquer ser humano, de lugares com radiação, por exemplo. Também há quem o use para filmagens de casamentos, de eventos esportivos, protestos, monitoramentos de vulcões, furacões, imagens submersas, entregas de alimentos, remédios, etc.
Porém, como a maioria das regras tem exceções, há quem utilize o drone para o mal: entregando celulares e drogas em presídios, espionando a vida alheia, entre tantas outras funções não benéficas às pessoas.
É certo que os drones ganharão cada vez mais espaço; a evolução não é estática, pelo contrário, ocorre a todo instante, neste exato momento... Mudarão nossas vidas!

Da mesma maneira que um instrumento cortante pode ter usos para o bem e para o mal, por exemplo, o drone não deve ser utilizado como o vilão da vez e, sim, como um possível herói; já que são tantas as capacidades desse objeto; sobrevoando, filmando e até salvando vidas em lugares onde o homem não pode alcançar.

 
Autora:
Professora Me. Alessandra Adorni
Docente Fatec Sertãozinho