A culpa é do Cabral
 
    Caro leitor, em primeiro momento gostaria de deixar claro que este texto não tem nenhum viés político, é apenas para que possamos fazer uma reflexão mediante os atuais acontecimentos. Não estamos procurando culpados, mas sim soluções... soluções  que aparentemente se encontram à deriva, em um espaço sideral.

    Mediante tantas incertezas, faz-se o básico, ou seja, o isolamento social, com a preocupação gigantesca da falência do Sistema Único de Saúde (SUS), sistema que já se encontrava em colapso, o caos já existia... somente foi adicionado mais gasolina ao fogo, e a culpa é do Cabral.

     E sobre o sistema de saúde privado, este sim nascido em berço esplêndido, inacessível aos menos desprovidos de sorte, os tabloides/meios de comunicações não se expressam com a mesma velocidade em que se propagam as manchetes calamitosas de um sistema falido. Claro! “É mais fácil bater em cachorro morto.”

    Pois sim, várias Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) do sistema de saúde privado negam-se a receber pacientes provindos do SUS, afinal de contas, a rede privada é destinada a quem nasceu com sorte, muita sorte... Mas a culpa continua sendo do Cabral.

    Ficar em casa, por hora, é a melhor solução. Mesmo que isso lhe custe seu emprego; afinal de contas, já não tinha quase ninguém desempregado antes da Pandemia... Mas fique em casa! E aqueles menos desprovidos de sorte que não têm uma vivenda, com a opulência de manás, têm a solidariedade e é claro: o Governo para isso.

    Esse não faz mais que a sua obrigação, por isso foi constituído. A ajuda chegou com um auxílio emergencial e descobriu-se que temos 25 milhões de pessoas invisíveis -o invisível social- aqueles que não aparecem em nenhum cadastro, sem rastro, quiméricos, foram paridos do dia para noite e já nasceram maiores de idade... Mas a culpa disso também é do Cabral.

    Um dia desses, li uma pequena crônica de autor até então desconhecido, por isso lhe foi atribuída a um autor de renome, de tamanha proeminência, que na hora negou a autoria de tal texto. Ainda assim, gostei muito daquele tacanho excerto que se intitulava “atire a primeira pedra”. Nós Brasileiros somos muito empíricos, outros são ímpios, enfim, a despeito disso é preciso crer no Homem, e não ficar procurando culpados.

    “Sua mente, agora desnorteada pela escuridão inata da vida, é como um espelho embaçado, mas, se polir, é certo que tornar-se-á claro como cristal de iluminação das verdades imutáveis. Manifeste-se na prática da fé, polindo seu espelho incessantemente, dia e noite.” (Nitiren Daishonin)

Autor:
Prof. Me. Geferson Girdzyauskas
Docente Fatec Sertãozinho